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Em Especiais de Cinema

Os Melhores e Piores Filmes de 2017 (2º Semestre)

  • 2 de janeiro de 2018
  • Por Gabriella Tomasi
  • 1 Comentários
Os Melhores e Piores Filmes de 2017 (2º Semestre)
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O ano de 2017 acabou e o Ícone do Cinema não poderia deixar de elencar os melhores e piores filmes do segundo semestre. Se você ainda não sabe qual filme assistir, aqui vai uma lista dos imperdíveis e que merecem o destaque, assim como aqueles que você deve passar longe!

Perdeu a lista dos Melhores e Piores do primeiro semestre? Clique aqui!

 MELHORES FILMES – 2º SEMESTRE 2017

5. Lucky. Nota: 4,0/5,0

Lucky

(…)todos os eventos por mais banais que possam superficialmente parecer, no fundo se revelam uma jornada de auto-aceitação e paz espiritual, de enfrentar as coisas como ela são e, ao invés de olharmos com medo ou pessimismo, podemos apenas sorrir ao destino que nos aguarda e aproveitar o tempo que temos. Lucky, interpretado por Harry Dean Stanton, coincide com o momento na vida do ator que infelizmente morreu dia 15 de setembro de 2017 – semanas depois da estréia mundial deste longa. Em seu último projeto, o filme se encaixa em uma perfeita despedida – envolvente, empática, sutil e emocionante. Leia a crítica completa!

4. mãe! Nota: 5,0/5,0

mãe!

(…)Nós somos, portanto, os verdadeiros responsáveis pelo caos, falta de compaixão e tolerância. Mãe! é um pesadelo, mas é aquele pesadelo que nós mesmos criamos.Visceral, sufocante e arrebatador, Mãe! é uma obra-prima atemporal e clássica sobre a degradação de nossa própria existência. É a forma mais pura de cinema. Leia a crítica completa.

3. Bom Comportamento. Nota: 4,0/5,0

Bom Comportamento

(…)Bom Comportamento é como um pesadelo cheio de feixes de luzes, sombras fortes, além da granulação da película que nos lembra tão maravilhosamente bem a década dos thrillers policiais dos anos 70, como Operação França (1971) ou Um Dia de Cão (1975). Difícil de tirar os olhos da tela, Bom Comportamento é um daqueles que filmes que tirará sua audiência da zona de conforto e vivenciar de perto todas as frustrações e agonias experimentadas pelos seus personagens. Leia a crítica completa!

2. Blade Runner 2049. Nota: 4,0/5,0

 

Blade Runner 2049

(…)Denis Villeneuve, em suma, é um diretor que nunca deixa de nos surpreender ao nos trazer uma sequencia digna de ser chamada de “sequencia”. Os planos gerais contemplativos e a mise-en-scène cuidadosamente pensada nos trazem novamente aquele mundo triste, que mesmo sendo “sem vida”, ainda busca incessantemente por “vida”, inteligente ou natural. É um filme que nos faz refletir novamente sobre nossa condição humana e até que ponto nós chegamos para ter poder sobre seres “humanos mais do que humanos”. Leia a crítica completa!

1. Dunkirk. Nota: 5,0/5,0

 

Dunkirk

(…)o interessante é como a guerra é capaz de influenciar nas escolhas dos personagens: alguns deixam para trás companheiros para sobrevivência própria; outros se ajudam; outros permanecem tão atordoados e traumatizados que acabam tendo reações mais impulsivas. Vários e diferentes sentimentos como rancor, vingança, tristeza, desespero, são estudados aqui com o intuito de individualizar seres humanos que permanecerão anônimos. E o resultado é de uma abordagem tão realista de tal maneira que chega a ser palpável essa experiência agonizante e arrebatadora – o que é de se louvar.

Christopher Nolan é, por fim, um dos cineastas, cuja carreira ficará conhecida e mais prestigiada ainda por mais um grande sucesso do ano de 2017, Dunkirk. Leia a crítica completa!

 

PIORES FILMES – 2º SEMESTRE 2017

5. Boneco de Neve. Nota: 1,0/5,0

Boneco de Neve

(…)Fica evidente, desde o início, que o longa almejou ser um instigante e inteligente suspense policial, que, todavia, demonstra ser uma entediante e enfadonha experiência. Isso porque com um roteiro muito mal elaborado, não há muito o que se fazer. A narrativa depende unicamente de conveniências para se desenvolver, o terceiro ato é absolutamente anticlimático e não faz sentido algum. Ao final, as peças do quebra-cabeça não se encaixam, apenas apresentam uma solução aleatória a um problema estabelecido nos primeiros segundos de projeção, mas sem que haja qualquer trabalho para parecer minimamente crível e, além disso, deixa questionamentos importantes sem resposta(…). Leia a crítica completa!

4. A Noiva. Nota: 1,0/5,0

A Noiva

(…)o longa mal consegue se sustentar durante noventa minutos sem parecer, no mínimo, ilógico e sem coesão. Ideias que seriam interessantes são totalmente abandonadas em prol de sustos: fotos tiradas de uma mesma pessoa, um vestido de casamento, um sacrifício e o próprio papel da irmã nesta trama toda é confusa e inconstante pela ausência de conexão entre todos esses elementos. Além disso, a noção de que o homem se acredita criador e manipular do mundo, das coisas naturais, como “enganar” a própria morte e reviver os mortos também é uma abordagem rica em discussão que prontamente fora largada e poderia ter sido um campo mais eficaz para se explorar diante de tantas referências, como Frankenstein. E se não bastasse todo absurdo dessa história, temos ainda uma péssima dublagem em inglês, que retira toda e qualquer naturalidade dos diálogos, e na qual inclusive podemos escutar as falhas de gravação. Leia a crítica completa!

3. O Assassino: Primeiro Alvo. Nota: 1,0/5,0

O Assassino: Primeiro Alvo.

(…)Infelizmente, mesmo uma premissa interessante não é o suficiente para evitar o desastre que é esse filme, desde os seus primeiros minutos. Há tanta coisa errada que nem saberia por onde começar: mesmo com vários disparos de arma, não se explica como o protagonista milagrosamente sobrevive; o ataque terrorista no resort não possui explicação alguma; a facilidade de Mitch entrar em contato com líderes islâmicos importantes mais rápido que a CIA é patética; a tal vingança do protagonista nunca realmente possui um desfecho satisfatório, servindo apenas como uma justificava para Stan mexer com a cabeça do menino mais do que os outros. Além disso, a decisão abrupta de recrutamento de Mitch parece demasiado artificial, ou seja, a explicação reiterada (até a exaustão!) de que ele teria potencial para trabalhar para a inteligência americana sem qualquer aprofundamento do que seria realmente esse potencial não é exatamente convincente. (…). Leia a crítica completa!

2. Valerian e a Cidade dos Mil Planetas. Nota: 2,0/5,0

Valerian e a Cidade dos Mil Planetas

(…)Com uma premissa interessante e efeitos visuais maravilhosos, as diferentes populações, tanto alienígena quanto humana, são impressionantes e, portanto, no quesito “ação” ele muitas vezes consegue trazer o necessário para manter o espectador entretido. O design de produção é executado com um capricho imenso, e nos transporta a uma realidade completamente ficcional, mas ao mesmo tempo, crível. No entanto, nem só de espetáculos visuais vive a sétima arte. É necessário conteúdo; é necessário um roteiro bem definido com personagens interessantes e envolventes; é necessário algum tipo de reflexão; é necessário tratar seu tema com seriedade e, infelizmente, Valerian e a Cidade dos Mil Planetas não possui nada disso. Pelo contrário, por trás de tanta habilidade técnica, esconde um roteiro extremamente problemático.(…). Leia a crítica completa!

1. Transformers: O Último Cavaleiro. Nota: 1,0/5,0

Transformers: O Último Cavaleiro.

(…)A cereja desse bolo é o possível romance que surge entre Vivian e Cade que revela-se previsível, clichê e cafona demais (e confirma minha teoria sobre como Wahlberg precisa ter um interesse amoroso em todos os seus filmes). Vivian é o tempo todo lembrada de que precisa de namorado (?); piadas sem graça e com conotação sexual são desnecessárias, podendo até ser ofensivo ao público mais jovem e só comprova que a franquia adora objetificar seus personagens femininos.Por fim, fico em dúvida se é desleixo ou proposital não executar algo com mais substância. Transformers – O Último Cavaleiro pode até não ser o pior filme da franquia, mas é sim um dos piores filmes do ano. Leia a crítica completa!

Por Gabriella Tomasi, 2 de janeiro de 2018 Crítica de cinema, autora do site Ícone do Cinema, colunista para o site Cabine Cultural, membro do Coletivo de Mulheres Críticas de Cinema - ELVIRAS. É escritora e tradutora voluntária para a ONU.
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Gabriella Tomasi

Crítica de cinema, autora do site Ícone do Cinema, colunista para o site Cabine Cultural, membro do Coletivo de Mulheres Críticas de Cinema - ELVIRAS. É escritora e tradutora voluntária para a ONU.

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