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Ícone Cult | Blade Runner (1982)

  • 29 de setembro de 2017
  • Por admin
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Ícone Cult | Blade Runner (1982)
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Além de Alien, o Oitavo Passageiro em 1979, o diretor Ridley Scott conseguiu lá em 1982 projetar um futuro pessimista para o mundo e como resultado nos entregou mais uma obra-prima do cinema. A trama se passa em um ambiente distópico e distante (para a época) em 2019, onde o excesso de poluição, consumismo, assim como a ultratecnologia e a superpopulação conduziram à uma sociedade deprimida, sem vida e decadente. 

Neste mundo a empresa Tyrell Corporation criou os chamados Replicantes, robôs inteligentes com fisionomia humana para as mais diversas atividades. No entanto, quando resolvem fazer uma greve, eles são banidos na Terra. Para controlar a imigração de replicantes, agentes especiais chamados “Caçadores de Androides” são os responsáveis por essa vigilância e são instruídos para quem retornasse à Terra teria que ser, obrigatoriamente, “aposentado” (eufemismo para morte). Certo dia, sabendo da presença de um grupo de replicantes ilegais na cidade estadunidense, o policial Dick Deckard (interpretado por Harrison Ford) é recrutado para caçá-los.

Muito mais do que um simples filme de ação e ficção científica, Blade Runner se tornou um clássico cult em razão da sua narrativa e história. O cuidado com as cores e ambientes pouco iluminados, o frio e a chuva, um ambiente completamente ausente de recursos naturais como árvores, vegetação, etc. E, no caminho contrário, o excesso de propagandas e elementos artificiais em um mundo lotado e claustrofóbico. Sua população é alheia, alienada e com um ar triste. É dessa forma que Scott denuncia problemas acerca da espécie humana em relação à memória, moral e ética de uma sociedade que sempre busca um sentido, uma explicação sobre sua existência, cujas frustrações também são passadas para os Replicantes, já estes são os principais alvos de “xenofobia”, preconceito, etc, justamente por serem mais humanos que os próprios.

Uma oba atemporal, confira os principais momentos imagéticos deste incrível filme e não perca a nova versão: Blade Runner 2049, com o retorno de Harrison Ford no elenco e Ryan Gosling, desta vez, dirigido pelo talentoso Denis Villeneuve (A Chegada)

 

Vida Urbana em Los Angeles: a tentativa de trazer vida e felicidade a um ambiente degradante e sem qualquer sinal de natureza. O fato de que Dick precisa pular entre carros se dá pelo motivo que ele não consegue se movimentar entre a imensa multidão.

 

Sem nenhuma luz natural e mergulhado em uma eterna escuridão, a cidade é representada por feixos de luzes artificiais de propaganda e lanternas. As grades vistas de um ângulo de baixo para cima reflete um mundo enclausurado.

 

Em planos fechados banhado em uma paleta quente de cores em laranja e amarelo, revela um momento de intimidade entre Replicante e seu Criador

 

A maravilhosa fotografia de Jordan Cronenweth: lutando para sobreviver Dick se vê entre a vida (marcada por tons beges e mais fortes) e a morte (que se transforma gradualmente em uma coloração azul e tonalidade fria no final do edifício)

 

A linguagem corporal da personagem Rachel posicionada no quanto do quadro e, o ambiente sombrio com contrastes em preto diante da luz amarela sugerem uma dúvida se ela é realmente ou não uma replicante.

 

Mais uma vez, planos próximos, fechados com uma coloração mais quente indicam sintonia e intimidade

 

As cores frias, principalmente em tons de azul que sempre está presente na narrativa, e as chuvas (também bastante presente) refletem o estado emocional do personagem interpretado por Harrison Ford.

Por admin, 29 de setembro de 2017
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