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Em Comédia

Crítica: Zumbilândia: Atire Duas Vezes (Zombieland: Double Tap, EUA, 2019)

  • 3 de dezembro de 2019
  • Por Gabriella Tomasi
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Crítica: Zumbilândia: Atire Duas Vezes (Zombieland: Double Tap, EUA, 2019)
Rating: 3.0. From 1 vote.
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Dirigido por Ruben Fleischer. Roteirizado por Rhett Reese, Dave Callaham, Paul Wernick. Elenco: Woody Harrelson, Jesse Eisenberg, Emma Stone, Abigail Breslin, Rosario Dawson, Zoey Deutch, Avan Jogia

Após uma década desde a estreia de Zumbilândia em 2009, os quatro heróis do mundo pós-apocalíptico retornam para uma sequencia, tentando dar continuidade à fórmula cômica de sucesso. Neste enredo, Tallahassee (Harrelson), Columbus (Eisenberg), Wichita (Stone) e Little Rock (Breslin) encontram refúgio na Casa Branca e por lá residem por um tempo, até que uma proposta leva Wichita e Little Rock a fugirem do local.

É visível que, neste longa, o que o roteiro tenta fazer é expandir esse universo e trazer novos personagens como Nevada (Dawson) assim como desenvolver as nuances dos personagens que já conhecemos. Além disso, o roteiro tenta demonstrar o impacto que 10 anos causa em uma situação de constante luta por sobrevivência e suas consequências emocionais/psicológicas.

Se você leu até aqui, você pode ter (ou não) percebido que utilizei algumas vezes o verbo “tentar” para caracterizar o resumo desse longa. Não é à toa, tendo em vista que a sequencia tenta muitas coisas e, infelizmente falha. Isso porque a originalidade que fez de Zumbilândia um filme tão interessante antes acaba não entregando o mesmo este ano. As piadas são constantemente repetidas, como frases de impacto dos personagens, ou os estereótipos e clichês à exaustão, como por exemplo, a “loira burra” Madison (Deutch). Dessa forma, é muito difícil que o espectador consiga tirar boas e grandes risadas desse filme com elementos que se traduzem como “mais do mesmo” e, eventualmente, o espectador se cansa dessa repetição.

Zombilândia: Atire Duas Vezes (Céditos: IMDb)

Além disso, é pouco impactante quando, em seu clímax, o roteiro caminha por uma resolução construtiva e instigante até que, no último momento, acaba dependendo demais de seu deus ex-machina para conseguir fechar seu enredo extremamente previsível.

Por outro lado, Zumbilândia está longe de ser um completo desastre. Ao contrário, há momentos maravilhosos que podemos citar e o melhor deles, definitivamente, é o que acontece na casa de Elvis Presley quando todos conhecem Nevada. É o momento em que o roteiro nos tira do tédio que o filme tem sido até então e nos lembra que o que estamos vendo é um filme de zumbi e, portanto, que o mundo se tornou um lugar perigoso (o que até então todos os personagens estavam bastante confortáveis para a situação em que se encontram).

O ego e a autoconfiança acabam sendo destrutivos para aqueles que subestimam o poder e a inteligência dos zumbis, algo que vemos quando a casa é atacada. Além disso, a fotografia realizou um belíssimo trabalho de plano-sequencia que passa por todos os cômodos da casa e ressalta não somente o trabalho em equipe, mas também como todos os personagens estão sempre em sintonia em momentos de necessidade. Algo que se repete ao longo do filme e, neste caso, sempre é divertido de testemunhar.

Em resumo, Zumbilândia: Atire Duas Vezes é mais um escapismo divertido, mas que não dá continuidade à qualidade de seu precedente. Um conselho é: não crie expectativas tão altas e você terá um momento agradável na sala de cinema.

Observação: Não saia da sala de cinema! Há cenas pós-créditos.

Texto originalmente publicado pela autora em coluna para o site Cabine Cultural

Por Gabriella Tomasi, 3 de dezembro de 2019 Crítica de cinema, autora do site Ícone do Cinema, colunista para o site Cabine Cultural, membro do Coletivo de Mulheres Críticas de Cinema - ELVIRAS. É escritora e tradutora voluntária para a ONU.

Gabriella Tomasi

Crítica de cinema, autora do site Ícone do Cinema, colunista para o site Cabine Cultural, membro do Coletivo de Mulheres Críticas de Cinema - ELVIRAS. É escritora e tradutora voluntária para a ONU.

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