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Em Animação

Crítica: Trolls (EUA, 2016)

  • 14 de novembro de 2016
  • Por admin
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Crítica: Trolls (EUA, 2016)
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Nota: 4,0/5,0*   

Dirigido por Mike Mitchell e Walt Dohrn. Roteirizado por Jonathan Aibel, Glenn Berger e Erica Rivinoja. Baseado nos bonecos Trolls de Thomas Dam. Vozes de: Anna Kendrick, Justin Timberlake, Zooey Deschanel, Russell Brand, James Corden, Gwen Stefani, Christopher Mintz-Plasse, Jeffrey Tambor.

O universo musical de Trolls.

Esses bonecos foram bastante populares entre os jovens, principalmente na época dos anos 60-70, e agora ganham vida nesta nova animação da Dreamworks.

Como estamos lidando com ícones das referidas décadas, todo o filme passa a ser representado por uma overdose psicodélica de luzes neon, cores vivas e fortes dos Trolls, assim como ambiente de rave e disco nas festas. Expressividade também encontrada na trilha, as sequencias musicais são compostas majoritariamente de paródias de clássicos, por exemplo, desde Cyndi Lauper e Lionel Richie, até os artistas um pouco mais atuais, como Gorillaz. Neste sentido, não foi ao acaso a escolha de Justin Timberlake para o cargo de produtor musical, além de emprestar sua voz para dar vida a um dos personagens.

No primeiro ato, somos introduzidos à vida das pequenas criaturas chamadas Trolls e como eles adoram dançar, cantar e se divertir. Eles são carinhosos e amáveis e possuem até um compromisso específico todos os dias que se recusam a adiar: “a hora do abraço”.

Paralelamente, conhecemos os Bergens, representados por uma palheta de cores pálidas, em tons de verdes e roxos em sua maioria. Eles, por sua vez, são ogros que sempre invejaram a felicidade dos Trolls e, apesar de a buscarem constantemente, nunca conseguem estar satisfeitos com a própria vida. Assim sendo, o ódio tomou conta deles, levando-os a perseguirem Trolls para comê-los em festivais anuais, como eles denominaram, de Trollstício – pois são deliciosos, de modo que trazem uma pequena alegria a eles.

Certo dia, o rei Peppy (Tambor) consegue escapar com todos os demais Trolls da cidade dos Bergens, antes que eles pudessem ser devorados pela primeira vez pelo príncipe Gristle (Mintz-Plasser). Furioso, o rei do local decide expulsar a chefe da cidade, a qual estava encarregada da preparação da ceia.

Vinte anos depois, encontramos os Trolls refugiados na floresta, onde eles habitam harmoniosamente. Para comemorar o tempo passado livre de qualquer intromissão dos inimigos, eles decidem fazer uma festa, mesmo sendo alertados por Tronco (Timberlake), o único troll de cor cinza – devido a sua amargura – de que certamente os Bergens voltariam para comê-los.

E ele não estava errado. Após um ataque pela própria chefe banida, a qual passou todos esses anos tentando localizá-los, ela tem sucesso em levar alguns dos amigos da princesa Poppy (Kendrick), filha do rei, uma menina otimista e determinada. Dessa mesma forma, ela convence Tronco a se juntar à ela e os dois embarcam em uma aventura para resgatar os amigos capturados.

O maior clichê desse filme, no entanto, é combinar a princesa Poppy e Tronco, sendo tão distintos um do outro, para desenvolver um relacionamento. Em inúmeras vezes, presenciamos duas figuras opostas que, aparentemente não se dariam bem, mas o afeto acaba evoluindo ao final. Essa falta de originalidade acaba prejudicando a previsibilidade da história. No entanto, em Trolls, percebemos que é por meio do arco dramático de Tronco, e, por conseguinte, da superação de suas inseguranças, que permite unir os personagens principais e, assim, conduzir a narrativa ao desfecho que já esperamos. E quando ele chega, é plenamente satisfatório.

Contendo referências de sucessos cinematográficos como O Iluminado Cinderella, este longa não traz nada a mais de inovador em sua composição, e tampouco consegue ter a força ou o impacto de Divertida Mente, por exemplo. Contudo,se tem algo que o filme acerta, é que mesmo sendo direcionado para o público infantil, algumas piadas e conteúdos diferenciados, em claramente uma tentativa de agradar o público mais velho, não se tornam agressivos a ponto de não ser apropriado para os mais novos. Ainda, ele é divertido, engraçado e será muito dificil não se emocionar.

Dessa forma, o filme é eficaz no que se propôs a fazer e ainda trasmite uma linda mensagem sobre o significado de felicidade: mesmo com as decepções na vida, o seu alcance depende unicamente de nós, do nosso interior, e não de fatores externos, nem condicionando ela ao infortúnio dos outros.

Texto originalmente publicado pela crítica Gabriella Tomasi, autora do blog Ícone do Cinema, para coluna do site Cabine Cultural

Por admin, 14 de novembro de 2016
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