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Em Animação

Crítica: Pets – A Vida Secreta dos Bichos (The Secret Life of Pets, EUA, 2016)

  • 14 de novembro de 2016
  • Por admin
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Crítica: Pets – A Vida Secreta dos Bichos (The Secret Life of Pets, EUA, 2016)
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Nota: 2,0/5,0*   

Dirigido por  Chris Renaud e Yarrow Cheney e roteirizado por Brian Lynch, Cinco Paul, e Ken Daurio. Elenco de vozes originais com: Louis C.K., Eric Stonestreet, Kevin Hart, Steve Coogan, Ellie Kemper, Bobby Moynihan, Lake Bell, Dana Carvey, Hannibal Buress, Jenny Slate, Albert Brooks.

Max é um cãozinho que vive em um prédio em Manhattan, junto com sua dona Katie. Ele adora sua vida, mas odeia quando sua dona tem que sair todo o dia de casa, só retornando a noite, fazendo com que ele indague e imagine o que ela faz durante esse tempo. Ele tem o amor e a amizade igualmente de seus amigos vizinhos: Gigi a cadela; Buddy; Mel; Chloe a gata, entre outros.

Como se pode notar, a história lembra muito a premissa de Toy Story, pois também inicia a partir do ponto de vista do que os animais, ou neste caso, os brinquedos, fazem quando seus donos não estão; o que eles pensam e o que eles falam. E a interpretação que o filme faz disso é muito boa, pois desenvolve uma humanização sem perder as características e instintos próprios de cada animal, e, assim, faz com que vários momentos cômicos sejam divertidos sem serem clichês. Por exemplo, os cães quando se distraem e perseguem borboletas ou quando se deliciam com carne; o entretenimento do gato com um rato de brinquedo, a luta contra os instintos do falcão, entre outros.

Porém, a história tem uma reviravolta quando Katie chega um dia com um novo irmão para Max, um cão grande, peludo e desleixado chamado Duke. O ciúme e a disputa pelo amor de sua dona levam a rivalidade entre os dois personagens. Certo dia, em um passeio diário com todos os demais animais “vizinhos” até o parque, os dois se enfrentam e acabam se perdendo no meio da cidade. Por conseguinte, a aventura se concentra em encontrar o caminho de volta para casa.

A tecnologia 3D foi muita bem executada neste aspecto, pois deu uma boa profundidade de campo, o que beneficiou na representação das localizações e cenários de Nova York durante a jornada de Max e Duke, utilizando também, muitas vezes, o ângulo plongée para realçar o tamanho pequeno dos animais em relação ao tamanho da cidade e das pessoas. O ritmo frenético e acelerado, contudo, prejudicou uma melhor apreciação dessa técnica.

Mas este não é o maior problema. O roteiro também se perdeu quando foram inseridas cenas desnecessárias e, ainda, elementos bastante contraditórios e de extremo mau gosto. No meio da jornada, mais especificadamente durante o segundo ato, os personagens principais encontram animais de rua, os quais foram representados como criaturas feias, desfiguradas que praticam bullying contra as vítimas: os animais “bonzinhos”, os domesticados.

Não bastasse isto, Max e Duke também conhecem Bola de Neve: um coelho, líder de uma gangue de outros animais todos abandonados por seus respectivos donos, os quais vivem no submundo (=esgoto) da cidade praticando atos “rebeldes” e se auto-definem como revolucionários. Eles são motivados sempre pelo seu ódio por humanos, aceitando que Max e Duke entrem para sua gangue, apenas porque eles mentem terem matado seus donos. O filme perde um tempo relativamente longo enfatizando a glória e admiração por terem cometido tal ato.

Essas questões denunciam um conteúdo altamente inapropriado e absurdo para um filme infantil em certas idades, podendo estimular não somente a violência, mas também o preconceito e o bullying. Dessa forma, o filme peca muito por não ter um desenvolvimento adequado ao seu público-alvo. Os “vilões” não têm um desfecho apropriado e nenhuma lição de moral acerca deste tema é abordada.

Em suma, o resultado é de um filme que garante um entretenimento pela aventura, mas os seus espectadores não conseguem refletir ou tirar dele qualquer aprendizado ou mensagem relevante.

Por admin, 14 de novembro de 2016
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