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Em Animação

Crítica: Meu Malvado Favorito 3 (Despicable Me 3, EUA, 2017)

  • 28 de junho de 2017
  • Por admin
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Crítica: Meu Malvado Favorito 3 (Despicable Me 3, EUA, 2017)
Rating: 2.0. From 1 vote.
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Direção por Pierre Coffin, Kyle Balda, Eric Guillon. Roteiro por Cinco Paul, Ken Daurio. Elenco de vozes originais: Steve Carell, Kristen Wiig, Trey Parker, Miranda Cosgrove.

A franquia de Meu Malvado Favorito sempre foi marcada por explorar as relações familiares e sempre buscou novas maneiras para ampliar cada vez mais esse universo. No primeiro, Gru adotava três lindas meninas aos seus cuidados; no segundo, por sua vez, Gru se apaixona e encontra uma esposa e um emprego fixo. Na terceira sequencia, já pai de família e trabalhador, o protagonista encontra seu irmão gêmeo, enquanto Lucy busca aceitação e procura aprender o que é ser mãe para Agnes, Edith e Margo. Mas nesta nova sequencia, Gru e Lucy são demitidos da AVL (Liga Anti Vilões) tendo em vista a missão falha em capturar o vilão Balthazar Brett, um ex-ator mirim popular dos anos 80 que se encontra frustrado pelo cancelamento de seu programa de televisão após atingir a puberdade.

O grande mérito desta franquia com certeza é a sutileza e o carinho com que se emprega para desenvolver a história de uma família, ainda que por vezes venha muito didaticamente para o espectador. Com uma direção de arte e desenho muito bem executados, aposta-se em tudo que mais funciona e o que se tornou a marca dos filmes: muitas gags, muita energia, muitas cores vivas e muita “fofura”. O grande problema, contudo, é exatamente isso, pois se tem alguma coisa que Meu Malvado Favorito vem demonstrando é a sua completa ausência de criatividade, novas ideias e inovações tanto na narrativa quanto na sua própria história. Já era de se esperar que após três filmes e um spin-off dos Minions, a franquia fosse mais ambiciosa, mas justamente por escolhas mercadológicas acaba repetindo o que já dá dinheiro e, por conseguinte, desgasta e cansa por inteiro algo que tinha uma ótima premissa lá em seu primeiro filme.  E o pior, é que esse problema é extremamente perceptível.

Meu Malvado Favorito 3 (Créditos: IMDb)

Não que Meu Malvado Favorito 3 seja um desastre. Há muitos momentos que posso destacar como a cena da prisão dos Minions ou até mesmo o seu antagonista, que é a melhor coisa da trama. Mesmo extremamente caricato, como é retratado aqui, Brett ainda é um personagem complexo e interessante pela crítica que é desenvolvida através dele, por ser uma pessoa literalmente presa emocionalmente aos anos 80, desejando vingança contra Hollywood, em razão de derrubarem a maior profissão de sua vida (e o que definia) por questões fúteis de aparência e idade, o que sabemos perfeitamente que é assim mesmo que a indústria funciona. As referências da época agradarão particularmente aos mais velhos, como as famosas ombreiras e penteados que fizeram sucesso e, ainda, ao som de músicas da cultura-pop como Michael Jackson, A-ha, Olivia Newton-John, entre outros, assim como outros elementos como mencionar “fita cassete”, ou a forma de se fazer ginástica em casa. Além disso, me agradou particularmente a química que surgiu entre o trio Lucy, Dru e Gru.

No entanto, o longa apresenta várias subtramas que em nada auxiliam ou conversam, ou sequer se complementam entre si. Em outras palavras, não há coesão; é como se fossem várias histórias que se amontoam todas juntas, mas que tampouco sabe dar conta de tudo que quer explorar, sendo, por conseguinte, superficial demais em tudo. Por exemplo, em um ritmo irregular e frenético (que define praticamente toda narrativa), Gru conversa literalmente em cinco segundos com sua mãe sobre o fato de ele ter um irmão que não sabia e a personagem jamais retorna, ou seja, nunca há esse enfrentamento por parte dos irmãos e da mãe; nunca se lida de verdade o que a decisão dos pais pode ter impactado seus filhos de maneira mais substancial. Ainda, há o problema de que Dru quer que Gru retorne para o mundo do crime, assim como os Minions, para continuar a tradição da família; cuja problemática é resolvida de maneira bastante rápida e sem desenvolvimento apropriado, além de não dialogar em nada com a trama que envolve a própria profissão de Brett (o que poderia ter gerado uma dinâmica interessante em relação à criminalidade por opção). E se não bastasse tudo isso, ainda temos Lucy tentando dar conta das responsabilidades maternais; Agnes procura um unicórnio (o que não influencia em nada na narrativa); Edith e Margo estão completamente descoladas sem muita participação relevante, apenas quando conveniente para o roteiro.

Em resumo, Meu Malvado Favorito 3 é mais um filme recheado de clichês, com uma história previsível que de vez em quando poderá entreter o espectador com suas piadas. Contudo, a ausência de originalidade está ficando exaustiva.

Por admin, 28 de junho de 2017
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