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Em Animação

Crítica: Link Perdido (Missing Link, EUA, 2019)

  • 3 de dezembro de 2019
  • Por Gabriella Tomasi
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Crítica: Link Perdido (Missing Link, EUA, 2019)
Rating: 3.5. From 1 vote.
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Dirigido e roteirizado por Chris Butler. Elenco de vozes originais: Zach Galifianakis, Hugh Jackman, Zoe Saldana, Stephen Fry, Emma Thompson, Timothy Olyphant, Matt Lucas, David Walliams, Amrita Acharia

O inglês Chris Butler é um diretor bastante experiente no campo das animações e, ao longo dos anos já nos proporcionou com grandes obras como, por exemplo, no roteiro de Kubo e as Cordas Mágicas (2016), concorrendo este ao Melhor Filme de Animação no Oscar de 2017, e Coralina (2009). Desta vez, Butler estreia seu segundo longa-metragem como diretor e roteirista de mais uma bela animação.

O enredo gira em torno do aventureiro Lionel Frost (Jackman), o qual possui o sonho de explorar o mundo para provar a existência de lendas e mitos, como por exemplo o Mostro do Lago Ness, e posteriormente como tema central a existência do “link perdido”  da civilização, o Pé Grande (Galifianakis) na América do Norte. Aqui temos um protagonista cheio de vida e desejando novas aventuras. Suas manias e comportamento me lembram exatamente de quase todos os filmes que Jackman já faz, o que me faz concluir que o ator é perfeito para o papel em que atua.

Porém, o nó que desencadeia um conflito no enredo é quando Lionel espera ser aceito em um grupo de intelectuais mais velhos, cujo objetivo nunca é definido com certeza. Essa é uma das maiores falhas do longa: não estabelecer o obstáculo ou um antagonista com objetivos e personalidade definidos.

Link Perdido (Créditos: IMDb)

Isso porque o claro antagonista deste longa, Lord Piggot-Dunceb possui uma rejeição imensa em relação a Frost entrar para um clube e passa o filme inteiro o perseguindo e, mesmo no clímax do filme não se estabelece quais são as verdadeiras intenções dele. Como não temos ideia do que se trata o clube chefiado por ele, não sabemos porque Frost quer entrar nele, ou porque precisa provar algo para alguém, ou então porque o vilão odeia tanto ele e porque quer destruir seus planos. Isso é um buraco imenso quando se tem um roteiro que gira em torno desse conflito até os seus últimos segundos.

Outro aspecto que fica inferido, mas não de todo modo claro, é o relacionamento anterior de Adelina (Zaldana) com Frost que deixa muitas perguntas sem resposta. Apesar disso, é um filme que encantará os pequenos tendo em vista sua paleta colorida e diversificada que tanto intensifica o frio da América do Norte ou o clima tropical da Índia, quanto os climas áridos dos estados norte-americanos da California/Nevada que reconstituem o perfeito clima western.

Além disso, os lapsos temporais e espaciais que são mostrados por meio de mapas que inserem o espectador no contexto da viagem, de uma aventura, quase no estilo “Road trip” e todo o trajeto realizado é uma excelente forma de nos situar na cronologia dos eventos no filme.

Link Perdido é um filme divertido para crianças e traz lindas mensagens sobre o ser humano e sua ação na natureza, assim como a reconciliação do homem com ela. Infelizmente, seu potencial total não fora amplamente explorado, mas isso também não significa que não podemos desfrutar de algumas horas de entretenimento.

Texto originalmente publicado pelo autora em coluna para o site Cabine Cultural

Por Gabriella Tomasi, 3 de dezembro de 2019 Crítica de cinema, autora do site Ícone do Cinema, colunista para o site Cabine Cultural, membro do Coletivo de Mulheres Críticas de Cinema - ELVIRAS. É escritora e tradutora voluntária para a ONU.

Gabriella Tomasi

Crítica de cinema, autora do site Ícone do Cinema, colunista para o site Cabine Cultural, membro do Coletivo de Mulheres Críticas de Cinema - ELVIRAS. É escritora e tradutora voluntária para a ONU.

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