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Crítica: Jurassic World: Reino Ameaçado (Jurassic World: Fallen Kingdom, EUA, 2018)

  • 20 de junho de 2018
  • Por Gabriella Tomasi
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Crítica: Jurassic World: Reino Ameaçado (Jurassic World: Fallen Kingdom, EUA, 2018)
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Dirigido por Juan Antonio Bayona. Roteirizado por Colin Trevorrow e Derek Connolly. Elenco: Chris Pratt, Bryce Dallas Howard, Jeff Goldblum, Ted Levine, Toby Jones, James Cromwell, BD Wong, Rafe Spall, Daniella Pineda, Justice Smith, Isabella Sermon, Geraldine Chaplin

Jurassic Park indubitavelmente é uma das franquias mais famosas do cinema, cuja série de filmes deu início em 1993 e fora dirigido por Steven Spielberg. Apesar de algumas sequencias posteriores a este não terem sido muito bem aproveitadas, em especial a versão de 2015 com a criação do parque (?), Jurassic World agora comandado pelo talentoso diretor espanhol Bayona (diretor de filmes memoráveis como O Orfanato (2007), Sete Minutos Depois da Meia-Noite (2016) e o emocionante O Impossível (2012)) resgata o que há de melhor da estética de Spielberg, assim como imprime seu próprio estilo na sequencia de 2018: Reino Ameaçado.

Neste aspecto, Bayona recupera o aspecto ameaçador e o terror natural causado pela presença de animais gigantes que são os dinossauros, aproveitando bem os excelentes efeitos visuais, quando, por exemplo, o diretor utiliza da câmera subjetiva para tornar mais palpável o desespero vivenciado por Claire (Howard) e Franklin (Smith) dentro da girosfera; quando um museu pessoal exibindo diferentes espécies dentro de uma mansão como homenagem se torna um local sombrio e de destruição; ou até mesmo o incrível plano longo efetuado de Maisie (Sermon) na cama temendo o toque da criatura. Da mesma forma, as cenas de ação e suspense são igualmente eficazes, em especial as sombras e jogos de luzes nos rosto dos personagens que olham para o seu contra campo anunciando uma ameaça, assim como quando os personagens fogem da lava e tentam alcançar um navio para sobreviverem à erupção violenta de um vulcão. Bayona também cria momentos icônicos como um dinossauro sendo consumido pela mesma lava e, em outros momentos mais perturbadores, consegue pensar no público mais jovem, sem que o público mais velho se sinta ofendido como, a título de exemplo, a morte de um personagem em sua cama por uma almofada.

Jurassic World: Reino Ameaçado (Créditos: IMDb)

Mas se por um lado a estética inova e se revela o destaque deste filme, não se pode dizer o mesmo acerca de seu roteiro. Isso porque é possível identificar uma discussão relevante em sua premissa, qual seja, a de uma possível futura convivência pacífica entre dinossauros e humanos e o nosso papel como agentes exploradores e interventores da natureza. Nesse sentido, o apego emocional de Owen (Pratt), principalmente em relação a Blue, e a carreira ativista de Claire justificam a empreitada na tentativa de proteger esses animais, afinal eles “estiveram aqui antes de nós, humanos”.

Por outro lado, o trabalho de Trevorrow e Connolly desenvolve por vezes um tom melodramático e outras vezes um tom deveras piegas, como o simples romance previsível entre Owen e Claire, o que cria uma dinâmica pouco eficiente (diálogos como: “você é melhor do que isso” são auto explicativos, neste caso). Isso sem mencionar o vilão unidimencional Mills (Spall) que não agrega muito ao debate proposto inicialmente pelo filme quando tenta comercializar estes animais (reparem como apenas no final mediante um dilema importante enfrentado por Claire essa problemática é retomada) e, por fim, o clichê do “menino-assustado-para-causar-humor” Franklin dispensa maiores comentários.

Apesar dos defeitos, Jurassic World: Reino Ameaçado consegue divertir e engajar o seu público de uma maneira que muitas sequencias, inclusive seu antecessor, não conseguiram. Vale a pena o ingresso!

Observação: Há uma breve cena após os créditos finais, mas não fará diferença se você perdê-la.

Texto originalmente publicada pela autora em coluna para o site Cabine Cultural

Por Gabriella Tomasi, 20 de junho de 2018 Crítica de cinema, autora do site Ícone do Cinema, colunista para o site Cabine Cultural, membro do Coletivo de Mulheres Críticas de Cinema - ELVIRAS. É escritora e tradutora voluntária para a ONU.

Gabriella Tomasi

Crítica de cinema, autora do site Ícone do Cinema, colunista para o site Cabine Cultural, membro do Coletivo de Mulheres Críticas de Cinema - ELVIRAS. É escritora e tradutora voluntária para a ONU.

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