Voltar para Página principal
Em Drama

Crítica: Creed II (EUA, 2019)

  • 23 de janeiro de 2019
  • Por Gabriella Tomasi
  • 0 Comentários
Crítica: Creed II (EUA, 2019)
Rating: 3.0. From 1 vote.
Please wait...

Dirigido por Steven Caple Jr. Roteirizado por Juel Taylor, Sylvester Stallone. Elenco: Michael B. Jordan, Sylvester Stallone, Tessa Thompson, Wood Harris, Phylicia Rashad, Dolph Lundgren.

Creed é uma das sequencias mais esperadas do ano de 2019, com o retorno do lendário lutador Rocky Balboa (Stallone) e seu antes aprendiz Adonis Creed (Jordan). Neste longa, após conquistar o título de campeão dos pesos pesados, o protagonista é desafiado para lutar contra uma pessoa muito próxima ao passado de sua família, e, neste contexto, trará novos obstáculos para que Creed mantenha o seu título.

Como se já pode notar pela leitura da sinopse, os laços e relações familiares são o centro dessa narrativa, não somente para o personagem-título, o qual é apresentado com uma nova vida junto de sua recém esposa Bianca (Thompson), mas que também desenha e desenvolve o arco dramático de todos os demais, inclusive Rocky e os principais antagonistas. Neste sentido todos são, de alguma forma, humanizados e apesar de desprezarmos certas atitudes de cada um deles, seus motivos por trás delas são sempre relacionáveis e compreensíveis por parte do público, tornando os personagens mais completos.

Aqui, há inúmeras referências de Rocky IV que vale a pena revisitar e, para os seus fãs, não decepcionará, especialmente em razão das cameos. Quem não conferiu o longa de 1985 não precisará se preocupar, já que as situações e vídeos apresentados pelo próprio texto traz de maneira bem clara o conflito a partir do qual o roteiro foi gerado.

Creed II (Créditos: Warner Bros.)

Por ter tantas referências é que a narrativa, neste aspecto, se torna um tanto quanto previsível, na medida em que sabemos na maioria das vezes os resultados dos obstáculos enfrentados pelo protagonista, com direito a uma trilha sonora triunfante e clichê toda vez que Creed cai no chão de cansaço e se levanta na sequencia. No entanto, isso não retira o brilho e as emoções das jornadas que levam até o final, pelo fato de sua produção jamais perder a qualidade dos longas antecessores.

Neste sentido, o trabalho de Staple Jr em relação às lutas nos ringues são extremamente bem feitas. As câmeras em slow motion e as alterações de frame rate conferem um tom realístico em relação ao sofrimento dos golpes, dos hematomas provocados e principalmente todos os sentimentos dos conflitos internos, assim como o raciocínio que os personagens fazem diante do que ocorre na luta.

É uma pena, no entanto, que a crítica em relação ao mundo publicitário não possua um desenvolvimento ou sequer um desfecho apropriado, principalmente quando a rivalidade entre duas gerações tenha se iniciado por um promotor. Em outras palavras, o drama familiar dá lugar central a um problema e ao longo de sua histórica acaba-se esquecendo de quem provocou ele em primeiro lugar. Há, portanto, uma grande lacuna no roteiro que não se preocupou em trabalhar os efeitos degradantes que a imprensa causou na vida íntima dos personagens.

Por fim, Creed II apesar de seus defeitos, é divertido e bem feito garantindo muita nostalgia para os fãs da franquia.

Por Gabriella Tomasi, 23 de janeiro de 2019 Crítica de cinema, autora do site Ícone do Cinema, colunista para o site Cabine Cultural, membro do Coletivo de Mulheres Críticas de Cinema - ELVIRAS. É escritora e tradutora voluntária para a ONU.

Gabriella Tomasi

Crítica de cinema, autora do site Ícone do Cinema, colunista para o site Cabine Cultural, membro do Coletivo de Mulheres Críticas de Cinema - ELVIRAS. É escritora e tradutora voluntária para a ONU.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Verificação de Segurança *

Encontre-nos no instagram

@iconedocinema