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Em Drama

Crítica: Blue Jasmine (EUA, 2013)

  • 10 de novembro de 2016
  • Por Gabriella Tomasi
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Crítica: Blue Jasmine (EUA, 2013)
Rating: 4.0. From 1 vote.
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Nota 4,5/5,0*   

Roteiro e Direção por Woody Allen, elenco com: Cate Blanchett, Alec Baldwin, Bobby Cannavale, Louis C.K., Andrew Dice Clay, Sally Hawkins, Peter Sarsgaard, Michael Stuhlbarg.

A história conta a vida da socialite Jasmine (Blanchett) de Nova York, uma mulher que tem todo o seu dinheiro e riqueza confiscados, após seu marido Hal (Baldwin) ser preso pelo FBI. Assim, ela se vê obrigada a se mudar para São Francisco para a casa de sua irmã (Hawkins), em busca de um novo começo.

Este filme é brilhante em vários aspectos. Isto porque, percebemos que cada detalhe dele foi muito bem pensado e cuidado.

Em relação à fotografia, percebemos que as cores utilizadas são bastante expressivas. A dramaticidade não nos deixa depressivos, em razão da utilização tons de amarelos e cores quentes, principalmente nas cenas que se passam em Nova York. Em São Francisco, o amarelo levemente pálido cria um contraste com o sentimento de tristeza de Jasmine em estar naquela situação, mas os toques de azul claro e branco equilibram perfeitamente ao sentimento de esperança de uma vida melhor nas novas “condições” em que a personagem se encontra. Ainda, nas cenas de paixão e ciúme percebemos a presença de tons de vermelho.Planos longos, abertos e fechados, travelings, panorâmicas, ou seja, vários recursos maravilhosamente utilizados que compõem a narrativa e, principalmente, representam o contraste dos diferentes sentimentos que a protagonista vivencia.

O roteiro é brilhante: simples e ao mesmo tempo complexo. É dramático, mas a desgraça se torna até cômica. A personagem Jasmine carrega tristeza e melancolia e, mesmo assim, Woody Allan consegue tirar risos do espectador.  Em toda a narrativa percebemos as várias faces da personalidade da protagonista, mostrando o quão humana e complicada ela é. Diálogos muito inteligentes e até filosóficos durante todo o filme.

Os flashbacks do começo ao fim foram muito bem feitos por meio de uma montagem foi muito bem executada, porém, teve um final já previsível.

Cate Blanchett é a atriz mais notável desta obra, consegue perfeitamente retratar a complexidade da personagem e as variações (e bipolaridade) de comportamento entre a lucidez e a loucura, os quais fazem despertar sentimentos de amor e ódio do espectador. Baldwin também traz muitos momentos cômicos de forma excepcional e o resto do elenco são tão competentes quanto, fazendo um trabalho de qualidade.

Por Gabriella Tomasi, 10 de novembro de 2016 Crítica de cinema, autora do site Ícone do Cinema, colunista para o site Cabine Cultural, membro do Coletivo de Mulheres Críticas de Cinema - ELVIRAS. É escritora e tradutora voluntária para a ONU.

Gabriella Tomasi

Crítica de cinema, autora do site Ícone do Cinema, colunista para o site Cabine Cultural, membro do Coletivo de Mulheres Críticas de Cinema - ELVIRAS. É escritora e tradutora voluntária para a ONU.

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